A revolução do iPhone e o futuro dos elétricos

09 de outubro de 2017

Foi em 2007 que a Apple lançou o primeiro iphone e revolucionou a forma com que os usuários de celulares se relacionam até hoje com seus aparelhos. Na indústria automobilística, os carros elétricos com a ajuda de apps de carona e direção autônoma seguem na mesma direção. O ponto alto desse mercado de automóveis - assim como foi com o iphone, que popularizou as superfícies sensíveis ao toque - será transformar a maneira como as pessoas viajam e se relacionam com seus veículos.

 

"Os carros elétricos por si só podem não acrescentar muito", falou David Eyton, chefe de tecnologia da BP, gigante petrolífera de Londres em entrevista. "Mas quando você adiciona o compartilhamento de carros e as caronas, os números podem crescer significativamente ".

 

Os especialistas veem a queda do uso do petróleo em veículos como um processo a ser impulsionado pelas melhorias no preço e capacidade das baterias dos elétricos.

 

O iPhone não ofereceu às pessoas apenas uma nova maneira de fazer ligações, ele criou uma economia completamente nova para empresas multibilionárias e de quebra tirou da concorrência gigantes da telefonia como a Nokia e a BlackBerry. Certamente poucas pessoas previram que seu lançamento significasse problemas para as fabricantes de praticamente tudo, desde câmeras fotográficas até o mp3.

 

Empresas como a Uber e sua concorrente Lyft estão gradativamente transformando o transporte em um serviço sob demanda. Já a Wayno está testando veículos completamente autônomos no Arizona e na Califórnia. Combinando esses serviços com os veículos elétricos temos como resultado um novo modelo de transporte, mais barato e mais competitivo que os automóveis a combustão.

 

Em Londres, a Uber planeja que o seu serviço UberX se torne híbrido ou 100% elétrico até o fim de 2019. Já sua rival Lyft, quer fornecer no mínimo 1 bilhão de corridas por ano em veículos elétricos e autônomos até 2025. Essa junção seria "o modelo da Uber potencializado", segundo Steven Martin, diretor digital e vice-presidente da unidade de Conexões Energéticas da General Electric.

 

Devido aos obstáculos burocráticos talvez a velocidade da revolução automobilística não seja tão rápida quanto a dos smartphones, porém "A combinação de carros compartilhados, elétricos e sem motoristas pode mudar tudo, desde estacionamentos até o mercado de seguros, a demanda de petróleo e o varejo" segundo Tony Seba, economista da Universidade de Stanford e um dos fundadores da RethinkX.

 

Créditos e fonte da matéria original:  Gazeta do Povo

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