Descubra quais são os 10 países mais inovadores do mundo

O que torna um país inovador? A excelência de suas instituições acadêmicas? O quanto gasta com a criação de novas idéias ou investe em cultura?

 

Tudo isso e muito mais, de acordo com o mais recente Relatório de Competitividade Global do Fórum Econômico Mundial, que classifica 141 economias em sua capacidade de inovação – um dos 12 pilares que indicam sua competitividade.

 

Sustentabilidade, crescimento e competitividade

 

Embora a narrativa tradicional tenha se concentrado nas variáveis de crescimento e práticas sustentáveis, evidências apontam que nações que não incorporam os princípios ambientais sofrem perdas e desvantagens econômicas. 

 

As mudanças climáticas estão resultando em menor produtividade agrícola, mais depreciação do capital devido aos danos à infraestrutura e uma queda em fornecimento e produção dos trabalhadores devido às temperaturas mais altas. 

 

Além disso, a exposição a produtos químicos e poluição do ar aumenta a incidência de doenças não transmissíveis e taxas de mortalidade. Restrições a fontes renováveis ​​e não renováveis, como energia e água, podem também ter importantes efeitos no rendimento da produtividade. 

 

Apesar de veículos elétricos cada vez mais eficientes, crescendo capacidade de parques eólicos solares e economia de energia por meio de eletrodomésticos, os recursos não renováveis ​​ainda representam mais de 80% do consumo global de energia. 

 

Resumindo: falta de alternativas para atender à demanda global de energia, pode levar ao aumento dos custos de produção na maioria dos setores e prejudicar a produtividade. 

 

De acordo com o relatório, episódios de escassez de água provaram ter um efeito extremamente negativo sobre produtividade na agricultura, bem como na siderurgia, atividades químicas e de mineração. O relatório aponta ainda, que economias mais competitivas são melhor posicionadas para fazer a transição para uma economia de baixo carbono. 

 

Por exemplo, eles geralmente possuem maior capacidade de inovação e, portanto, é mais provável que elaborem novas soluções inovadores em “tecnologia verde”. Além do que, países com capital humano mais forte, melhor desenvolvidos em questão de infraestrutura e maior capacidade de inovação têm, em média, maior probabilidade de adotar um mix de energia mais “verde”.

 

Mas o sucesso dependerá, em última análise, das escolhas políticas. Aqui estão quatro áreas para intervenção política em direção a um crescimento mais sustentável, sugeridas pelo Relatório de Competitividade Global do Fórum Econômico Mundial: 

 

  • Abertura e colaboração internacional

Questões de sustentabilidade são um problema global. Nenhum país pode gerenciar desafios ambientais apenas com políticas nacionais. É essencial que, mesmo em um contexto de tensões comerciais e diminuição de compromisso com os sistemas internacionais de governança, os governantes discutam soluções compartilhadas para o lidar com os impactos da atividade humana na saúde do planeta.

 

  • Impostos e subsídios sobre o carbono

Os preços dos produtos que emitem grandes quantidades de carbono (combustíveis, por exemplo) não refletem completamente seu verdadeiro custo, e isso acontece devido aos fatores não contabilizados da distorções causadas pelos subsídios à indústria de produlção de energia. 

 

A eliminação gradual dos subsídios aos combustíveis fósseis e implementação de programas de crédito de carbono devem ser implementados como medidas para minimizar seus custos sociais (como doenças respiratórias e impactos climáticos). Os preços ajustados a esses cenários poderiam, potencialmente, acelerar a realocação de investimentos para projetos “verdes”.

 

  • Incentivos para P&D verde

As tecnologias de energia renovável ainda precisam superar os limitações que as impedem de se tornar a principal e, possivelmente, única fonte de energia no futuro. Essas limitações e o aumento contínuo na demanda explicam por que os combustíveis fósseis ainda representam cerca de 80% do consumo total de energia, apesar da redução significativa no custo da produção de eletricidade a partir de recursos renováveis. 

Mas são necessários investimentos em pesquisa para superar essas limitações técnicas e desenvolver novas tecnologias, por exemplo: incentivos fiscais e/ou investimentos podem aumentar esses esforços.

 

  • Compras públicas ecológicas

Licitações públicas podem sustentar mercados para produtos inovadores bem como para produtos ou serviços sustentáveis. Alguns países já começaram a introduzir normas ambientais nas especificações técnicas dos projetos, como critérios de seleção e inserção de cláusulas de desempenho ambiental em contratos. 

 

Apesar da burocracia e dos desafios encontrados para a  implementação, os contratos públicos ecológicos podem sinalizar grandes mudanças de paradigmas e quebra dos efeitos de bloqueio de tecnologias e disrupção do status quo dos modelos de produção.

 

Vamos ao ranking dos 10 países mais inovadores

 

  1. Alemanha

 

Pelo segundo ano consecutivo, a Alemanha mantém o título de país mais inovador do mundo, liderando o ranking no pilar de capacidade de inovação do Global Competitiveness Report. Sua pontuação é particularmente alta para pesquisa e desenvolvimento – e possui mais de 290 pedidos de patente por milhão da população.

 

  1. Estados Unidos

 

Os EUA, que também ocupam o segundo lugar geral no Índice de Competitividade Global em 2019, continuam sendo uma potência de inovação. Está em primeiro lugar pelo no ranking de instituições de pesquisa e pelo número de trabalhos científicos que publica.

 

  1. Suíça

 

Segundo país mais inovador da Europa, a Suíça lidera o ranking por ter a força de trabalho mais qualificada para transformar suas inovações em produtos. Liderando em quantidade de trabalhos colaborativos – chegando ao topo das coinvenções internacionais (71,42) por milhão de habitantes.

 

  1. Taiwan

 

Taiwan apresenta bom desempenho na maioria dos indicadores de capacidade de inovação – chegando em quarto lugar pela diversidade de sua força de trabalho e terceiro no número de pedidos de patente por milhão da população.

 

  1. Suécia

 

Assim como os EUA, a Suécia trabalha bem em colaborações, ficando em quarto lugar por coinvenções internacionais por milhão de habitantes. Também investe em inovação, gastando 3,3% de seu PIB em pesquisa e desenvolvimento.

 

  1. Coreia do Sul

 

A segunda economia mais inovadora da Ásia, a Coréia do Sul lidera o ranking de sofisticação do comprador, além de pontuar muito em pedidos de patentes e gastos em pesquisa e desenvolvimento.

 

  1. Japão

 

Embora seja o sétimo no ranking geral de inovação, o Japão ocupa o primeiro lugar no sub-pilar de pesquisa e desenvolvimento. Com mais de 490 por milhão da população, possui de longe o maior número de pedidos de patentes de qualquer país entre os 10 melhores em inovação.

 

  1. Reino Unido

 

O Reino Unido ocupa o oitavo lugar em inovação, com seu indicador mais forte em publicações científicas, para as quais obtém 1.289 a 150 pontos a mais que o país mais inovador, a Alemanha.

 

  1. França

 

A França tem um bom desempenho no sub-pilar de pesquisa e desenvolvimento, ocupando o terceiro lugar no destaque de suas instituições de pesquisa.

 

  1. Holanda

 

A Holanda melhorou este ano em todos os indicadores do sub pilar de pesquisa e desenvolvimento e ocupa o terceiro lugar no ranking de países que mais participam de projetos colaborativos, uma melhoria em relação ao ano passado.