12 perguntas e respostas que você tem sobre carros elétricos

Muito pouco ainda se sabe sobre os carros elétricos e isso não é novidade para ninguém. Isso acontece por vários fatores, dentre eles destacamos um: os maiores detentores de conhecimento e informação sobre esse assunto são as grandes montadoras e essas, obviamente, não estão interessadas em divulgar de graça o que gastaram anos em pesquisa e desenvolvimento de tecnologia.

 

Se engana quem pensa que foi ontem que surgiu essa tecnologia (leia aqui sobre a criação dos primeiros veículos elétricos há mais de 130 anos). Mesmo assim, é muito recente a comercialização de veículos elétricos no mundo. Seja pelos interesses das gigantes do petróleo, tanto pela oferta quanto pela (até então) disponibilidade ou pelos incentivos fiscais que muitos governos sempre ofereceram para a produção de veículos convencionais à combustão, a democratização dos elétricos nunca foi uma realidade. Até agora.

 

Como pauta de notícias, tratados e acordos mundiais, a preocupação com a saúde do planeta tem crescido juntamente com as medidas que precisam ser tomadas – ok, em partes porque nem todas as empresas e países estão se adaptando às novas necessidades do planeta, mas isso é assunto pra outra prosa. De olho nessa necessidade que o mercado e os consumidores têm de informação e conteúdo sobre carros elétricos, nós decidimos arregaçar nossas mangas e escrever este artigo com as principais perguntas e respostas que você, querido leitor, tem sobre VEs.

 

1. É possível ver algum carro elétrico nas ruas?

Sim. Especialmente se estivermos falando dos veículos Hitech Electric, pois já é possível vê-los nas capitais de nove estados brasileiros.

 

2. Por que eu deveria ter um carro elétrico?

Listamos cinco razões pra você:

  1. Economia de combustível;
  2. Economia na manutenção – estamos falando apenas da troca de plugins e fusíveis;
  3. Revisões simples e muito mais baratas;
  4. Motor silencioso;
  5. Zero emissões de CO2 – apenas para os carross 100% elétricos.

 

3. Preciso de carteira de habilitação para dirigir um carro elétrico?

Sim, de acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, é necessário portar uma carteira de habilitação tipo B: para veículos com 4 rodas ou mais, desde que com peso até 3.500 quilos ou até 8 passageiros mais o motorista.

 

4. Carros elétricos são realmente sustentáveis?

Parece uma pergunta boba, porém é mais pertinente do que você imagina. Os veículos que funcionam 100% por meio de energia elétrica são, com toda certeza, muito mais sustentáveis do que um à combustão e até mesmo aos híbridos, pois esse último ainda utiliza uma quantidade significativa de combustível e vai emitir CO2 durante combustão interna.

Contudo, o processo de geração de energia que o veículo consome está ligado à sustentabilidade dele, uma vez que existem diversas formas de gerar eletricidade. E algumas como a usinas geotermais lançam quantidades absurdas de poluentes na atmosfera. Além disso, sempre que falamos sobre esse assunto, uma grande questão é levantada: como é feito o descarte da bateria de um carro elétrico? Atentas à essa questão, a maioria das fabricantes possui programas de descarte adequados para as baterias. Porém, como a circulação de carros elétricos no mundo ainda é muito recente, não existem muitos registros sobre o descarte e reciclagem desses materiais.

 

5. E quanto à segurança?

No que diz respeito à segurança rodoviária, os carros elétricos respeitam todas as normas que um veículo à combustão deve respeitar. Para transitar em vias urbanas no Brasil, todos os veículos devem ser homologados pelo Departamento Nacional de Trânsito (o DENATRAN) e devem seguir alguns pré-requisitos estabelecidos por esse e outros órgãos, como o INMETRO.

Quanto à segurança do carro: atualmente, são comercializados dois tipos de baterias: a de chumbo ácido e a de íon lítio. Ambas possuem um poder inflamável muito alto quando montadas e/ou manuseadas de forma incorreta. Porém, as montadoras e as equipes de reparo são treinadas para manipular essas baterias sem colocar a vida do passageiro ou dono do veículo em risco após sua a montagem.

 

6. Como é carregado um carro elétrico?

Atualmente, existem três opções para fazer o carregamento das baterias de um carro elétrico:

  1. Estações de recarga/eletropostos: ainda pouco comuns e presentes apenas nos grandes centros urbanos brasileiros, os eletropostos geralmente ficam dentro de shoppings e postos de combustível. Possuem adaptadores para dois ou três tipos de conectores – visto que cada montadora (ainda) utiliza um padrão de conector diferente.
  2. Carregamento em casa: algumas empresas (como é o caso da Hitech Electric), desenvolvem seus veículos para que sejam carregados dentro de casa mesmo. Por meio de tomadas convencionais de três pinos (no caso do Brasil) e outras, como Tesla e BMW oferecem a estação de recarga como um opcional, pois, geralmente nesses casos, a tecnologia do veículo não permite seu carregamento em tomada comum. E, para não depender de eletropostos, o proprietário de um VE pode adquirir a sua própria estação de recarga.
  3. Carregamento rápido: aqui vai um paradoxo do carro elétrico: nem todo eletroposto possui carregamento rápido mas o carregamento rápido sempre é oferecido em eletropostos. O carregamento rápido é oferecido apenas para VEs que possuem tecnologia embarcada para receber essa carga de energia e que possuam grandes autonomias com apenas uma recarga, pois, dessa forma, é possível fazer uma viagem longas com eles. Por exemplo: os eletropostos da BR 277 no Paraná, que liga Curitiba à Foz do Iguaçu.

 

7. É possível fazer viagens de longa distância com um carro elétrico?

Depende. Atualmente no Brasil, essa é a melhor resposta para essa pergunta. Mas por quê? A rede de eletropostos não cobre todo o território nacional. Então, se alguém quiser viajar do Rio Grande do Sul até Minas Gerais, essa pessoa vai encontrar certa dificuldade pelo caminho – literalmente. Primeiro porque, alguns VEs não podem transitar em estradas estaduais e federais, como é o caso dos modelos Hitech Electric. E segundo, que alguns eletropostos estão muito distantes uns do outros e a autonomia de um carro elétrico vendido no Brasil vai até aproximadamente 300 km atualmente, o que dificulta a locomoção entre pontos distantes.

 

8. De quanto é a vida útil da bateria de um carro elétrico?

Outra pergunta respondida com: depende. Isso porque o “prazo de validade” varia muito entre cada fabricante. As baterias dos veículos Hitech Electric possuem vida útil de acordo com o material que são desenvolvidas.

Para modelos de gel (chumbo ácido): a vida útil fica em torno de 600 ciclos de carregamento (cada ciclo é equivale à capacidade da bateria descarregar e carregar completamente – o que é muito difícil acontecer, pois ninguém roda com o veículo até a bateria chegar em 0%). Falando em quilometragem, esses 600 ciclos equivalem a, aproximadamente, 60.000 km.

Para os modelos de íon lítio, a vida útil fica em torno dos 1.800 ciclos, ou, aproximadamente, 180.000 km.

 

9. Por que carros elétricos são tão caros?

Não é novidade para ninguém que os carros elétricos são mais caros do que os de combustão interna. Mas a pergunta que fica é: por que o custo deles é tão elevado se comparado aos modelos tradicionais? A resposta está na oferta da tecnologia empregada. O pack de baterias (independente do material, gel ou lítio) ainda possui valor bastante alto. Se comparado aos valores praticados há 5 ou 10 anos atrás, atualmente o que encontramos no mercado é bastante atrativo. Mas ainda tem muito a ser reduzido para se tornar competitivo e democrático. Ora porque a quantidade de produtores e detentores de tecnologia disponíveis no mercado ainda é bastante reduzida. Ora porque a demanda atual ainda não forçou tais produtores a fabricar esses componentes em grande escala.

 

10. Quanto custa a manutenção de um carro elétrico?

A manutenção diz respeito, basicamente, à troca e/ou substituição de plugins, fusíveis e peças defeituosas. Os carros elétricos não possuem a mesma estrutura que os movido à combustão pois, o processo de geração de torque e força motriz não é o mesmo, sendo assim, não utiliza os mesmos componentes mecânicos. O que pode tornar a manutenção de um carro elétrico de 35 a 60% mais barata do que um modelo de combustão interna. Aqui neste link, você consegue fazer uma simulação de quanto economizaria se possuísse um carro elétrico Hitech Electric e comparar com o seu carro atual.

 

11. Como é dirigir um carro elétrico?

Muita gente se pergunta como funciona, qual é a sensação de se dirigir um carro elétrico. Basicamente, os modelos existentes no mercado possuem o mesmo tipo de tecnologia, sendo assim, eles são extremamente silenciosos. Não vibram e, assim como carros com câmbio automático, não “morrem”. Dirigir um Hitech Electric é uma experiência bastante única. Atualmente, nossos veículos contam com um opcional chamado Assistente de direção Mobileye. Dentre as principais funções destacam-se: alertas de saída de faixa, alerta de colisão de pedestre e ciclista, reconhecimento de placas de trânsito e placas de limite de velocidade, alerta de colisão frontal, alerta e monitoramento de distância entre veículos e controle inteligente de farol alto. Como os carros elétricos não possuem marchas, o arranque também é instantâneo, isso significa que é só pisar no acelerador que o carro anda.

 

12. Por que as atuais montadoras de automóveis não desenvolvem carros elétricos?

Bem, talvez a resposta para essa pergunta não seja tão o que a maioria de vocês gostaria de ler, mas: elas já estão desenvolvendo. Mas, em alguns países, simplesmente não é lucrativo para elas. Um ótimo exemplo disso é o Brasil.Por aqui, temos grande facilidade para produção de combustível proveniente do petróleo e de matrizes naturais como o etanol. Esse já um dos fatores. O segundo está relacionado à necessidade de mudar toda a cadeia produtiva, que já é adaptada para automóveis movidos à combustão. Trazer maquinário e tecnologia para o desenvolvimento de automóveis elétricos em solo nacional significaria investir milhões numa indústria que, de certo modo, “já está consolidada”.

Além disso, em países menos desenvolvidos como é o nosso caso, não existem tantas leis e políticas ambientais e pressão de organismos internacionais (até existe, mas o Brasil não tem engajado muito) para que seja cessada a produção de veículos à combustão interna. Como é o caso da China, Estados Unidos e Europa. Na imagem a seguir é possível conferir os prazos que algumas nações e fabricantes já estimularam para parar a produção e/ou comercialização de automóveis movidos à combustão.

 

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