A história dos carros elétricos: descubra porque você não tem um carro elétrico ainda!

Em um mundo mais que globalizado, falamos muito em sustentabilidade, e cada vez mais o mercado busca alternativas que ajudem o planeta, principalmente quando falamos em mobilidade urbana. Com isso, os carros elétricos ganham espaço no cenário mundial. Com políticas mais avançadas à realidade dos veículos elétricos, a Ásia já impulsiona a economia com números relativamente favoráveis.

O carro elétrico não é exclusivamente uma questão de conceito e sustentabilidade. Se compararmos seus gastos, no dia a dia ele é muito significativo no quesito economia também. Os gastos com energia elétrica são bestante reduzidos, somado ainda a grande economia que é gerada pela ausência de manutenção do motor.

Um Pouco da História dos Veículos Elétricos

Por mais atual que pareça falar em carros elétricos, eles foram inventados há mais de 130 anos, antes até dos veículos à combustão, porém, depois dos veículos a vapor (locomotivas e navios). Na década de 1830, o escocês Robert Anderson, inventou as primeiras células elétricas. Em 1828, o húngaro Ányos Jedik, criou o primeiro motor elétrico. Em 1834, o americano Thomas Davenport, inventou o primeiro motor movido a energia elétrica. Em seguida, o francês Gaston Planté, inventou a primeira bateria recarregável de chumbo ácido em 1859 e usada até hoje.

França e Inglaterra foram os primeiros a desenvolveram carros elétricos, seguidas pelos Estados Unidos. Em 1897 a cidade de Nova Iorque teve a primeira frota de táxis com motores elétricos. Um elétrico básico custava em torno de US 1.000,00 em 1900 (algo como US 26.000,00 de hoje). Modelos mais incrementados, com acabamentos mais luxuosos, chegavam a custar o triplo. O Wood’s Phaeton, um modelo intermediário, atingia a velocidade de pouco mais de 20 km/h e custava US 2.000,00.

Entre 1900 e 1920, os carros elétricos fizeram sucesso, com o auge em 1912, quando 1/3 da frota americana possuía motores elétricos. A ruína da produção de carros elétricos adveio de um conjunto de fatores: a descoberta de grandes reservas petrolíferas no Texas, barateamento dos veículos de combustão interna graças à produção em massa criada por Henry Ford (enquanto o preço médio dos veículos elétricos era de US 1750,00 o preço médio dos veículos a gasolina era de US 650,00), as limitações de velocidade e de autonomia dos veículos elétricos que impedia sua utilização em trajetos mais longos e, por fim, a invenção da partida elétrica em 1912 por Charles Kettering, substituindo a partida manual por manivela.

Por esses motivos, a popularização dos carros elétricos não aconteceu. A (até então) grande abundância de petróleo, foi um dos maiores motivos que propiciou para disseminação dos carros à combustão. A gasolina permitia que o carro tivesse maior autonomia em quilômetros rodados, bem como, entregava um limite de velocidade superior aos 20 km/h que os carros elétricos propiciavam.