Fabricante do iPhone anuncia parceria com Fiat Chrysler para fabricação de carros elétricos na China

Em 2015 havia rumores de que a Apple lançaria um carro elétrico em 2020. 

Pois bem, 2020 chegou e nós queremos saber o que vai acontecer.

Na época, diretores da companhia afirmavam, de forma ambiciosa, que o veículo em desenvolvimento chegaria ao mercado para bater de frente com a Tesla, que até então era uma das poucas ofertantes de veículos com essa tecnologia no mundo todo. 

Agora, cinco anos depois, chegou aos ouvidos da imprensa a notícia de que a fabricante dos produtos Apple, a chinesa Foxconn, estaria interessada em uma parceria com a Fiat Crysler.

Segundo o portal de notícias Bloomber, a principal montadora dos iPhones da Apple Inc., estabelecerá uma joint venture com a Fiat Chrysler Automobiles NV para desenvolver e fabricar veículos elétricos na China. 

A Hon Hai (detentora da Foxconn) e suas subsidiárias deterão 50% do empreendimento e a Fiat Chrysler o restante, disseram as duas empresas em declarações separadas. Um acordo formal será assinado ainda no primeiro trimestre.. 

O foco inicial será o mercado chinês, com as exportações chegando mais tarde, segundo a Fiat Chrysler. 

A Foxconn possui laços estreitos com a China continental e tem investido agressivamente em importantes startups de transporte chinesas, incluindo a gigante Didi Chuxing e a montadora XPeng. 

E o momento não poderia ser mais oportuno: a grupo FCA (Fiat Chrysler) detém apenas 1% de todo o market share chinês; enquanto que Pequim quer novos veículos com combustíveis alternativos, como carros híbridos, elétricos e plug-in, para representar pelo menos um quinto das vendas de automóveis do país até 2025.

De acordo com a CNN Business, as vendas de carros elétricos caíram 4%, para 1,21 milhões na China, no ano passado. A demanda foi limitada pela desaceleração da economia e pela decisão do governo de reduzir os subsídios, a fim de diminuir o campo superlotado do país de fabricantes de veículos elétricos.

A Foxconn e a Fiat Chrysler enfrentariam vários rivais como a Tesla, que acaba de abrir uma nova fábrica em Xangai, a “Gigafactory 3” e está apostando muito na China.

A Fiat Chrysler, que anunciou no ano passado que se fundiria com o grupo da Peugeot, PSA Group, também está atrasada na corrida pelo mercado de carros elétricos da China. Outras montadoras tradicionais, como Volkswagen, Ford e GM, já investiram milhões de dólares na fabricação de novos veículos de energia no país.

A China já é um mercado desafiador para a FCA. Em outubro, a empresa informou que as vendas do terceiro trimestre na região da Ásia-Pacífico caíram 24% ano a ano, principalmente devido às vendas fracas da joint venture na China com o GAC Group.

E aí, será que essas negociações impactarão o mercado dos carros elétricos aqui no Brasil? Atualmente, grande parte desse tipo de veículo vendido no país é produzida na China. O jeito é esperar e torcer para que a gente também entre nessa onda e surfe em cima dela enquanto as montadoras disputam mercado e oferecem novas alternativas aos consumidores.